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Presença de Lula na Sapucaí é estratégia de alto risco, avalia João Santana


João santana usa camisa social escura e olha diretamente para a câmera
Foto: reprodução Instagram

A decisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva de marcar presença no Desfile das Escolas de Samba na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, tornou-se o centro de um debate estratégico nos bastidores do poder. João Santana, ex-marqueteiro das campanhas presidenciais do PT, manifestou preocupação com a movimentação, classificando-a como uma "aposta arriscada" para a imagem do atual mandatário em um contexto político sensível. Para Santana, o principal perigo reside na natureza incontrolável de um evento de massa como o Carnaval carioca. Diferente de agendas oficiais, onde o público é selecionado e o protocolo é rígido, a Sapucaí oferece uma amostragem heterogênea da sociedade. O especialista alerta que a exposição direta do presidente a possíveis manifestações, como vaias e aplausos pode viralizar criando narrativas difíceis de reverter no ambiente digital. Um ponto crítico da análise de João Santana envolve a homenagem que a escola Acadêmicos de Niterói preparou para o presidente. Com o cenário eleitoral de 2026 no horizonte, a participação de Lula em um desfile que exalta sua trajetória pessoal e política pode ser interpretada pela oposição como abuso de poder econômico ou propaganda antecipada. Segundo o estrategista, essa visibilidade excessiva em um ano eleitoral fornece munição jurídica para adversários questionarem a lisura da exposição do governo. Embora a ida ao Rio de Janeiro vise reforçar os laços de Lula com a cultura popular e o setor artístico, a visão de Santana sublinha a necessidade de preservar a liturgia do cargo.




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