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Ted Levine admite que Buffalo Bill em 'O Silêncio dos Inocentes' não envelheceu bem


homem calvo e cabeludo, com camisa florida olhando para a câmera
Foto: reprodução

O clássico do suspense O Silêncio dos Inocentes (1991) é frequentemente citado como uma obra-prima do cinema. No entanto, em entrevista ao Hollywood Reporter o ator Ted Levine, intérprete do vilão Buffalo Bill, admitiu que o filme possui aspectos problemáticos que não envelheceram bem, especialmente sob a ótica das discussões sociais contemporâneas. Embora o longa tenha feito história ao vencer as principais categorias do Oscar, sua representação do antagonista Jame Gumb (Buffalo Bill) sempre foi alvo de debates intensos. O personagem, que assassina mulheres para criar uma "roupa de pele feminina", foi duramente criticado por associar a identidade de gênero à psicopatia.

Ted Levine diz que, na época da produção, a compreensão sobre questões de gênero era limitada. "Eu sou muito mais consciente hoje sobre as questões transgênero", afirmou o ator. Ele reconheceu que certas escolhas narrativas e visuais do filme ajudaram a propagar estereótipos nocivos, algo que ele hoje encara com uma perspectiva mais crítica e empática. No roteiro original, há um esforço para dissociar o vilão da transexualidade real. Em um diálogo célebre, o Dr. Hannibal Lecter (Anthony Hopkins) explica à Clarice Starling (Jodie Foster) que Buffalo Bill não é "verdadeiramente transexual", mas sim alguém que sofre de um auto-ódio profundo. Apesar dessa tentativa técnica de diferenciação, o impacto visual e cultural do filme acabou sendo mais forte que o diálogo explicativo. Mesmo com as controvérsias, a atuação de Levine é considerada uma das mais viscerais de Hollywood. A famosa cena da dança, que foi uma sugestão improvisada do próprio ator, consolidou Buffalo Bill como um dos vilões mais memoráveis da cultura pop.






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