Grandes bancos investiram R$ 142 mi para influenciar linha editorial do Estadão, diz site
- fluxolivresa
- há 9 horas
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A estrutura financeira de O Estado de S. Paulo passou por uma transformação significativa com a captação de R$ 142,5 milhões via debêntures. Segundo informações reveladas pelo portal Metrópoles, essa movimentação envolveu grandes instituições financeiras e empresários de peso. Em troca do aporte, os investiddores passram a intervir nas decisões internas do veículo. O montante foi dividido em duas rodadas de investimento. Na primeira, de R$ 45 milhões, os bancos Itaú, Bradesco e Santander aportaram R$ 15 milhões cada. Na segunda etapa, que somou R$ 97,5 milhões, o capital veio de grupos como Cosan (Rubens Ometto), Hapvida, Votorantim e a família Cutrale (Santalice), além de participações menores de empresas como Ultra, Unipar, JHSF e Pátria Investimentos. A entrada desses recursos, no entanto, não ocorreu sem contrapartidas na governança do jornal, segundo o Metrópoles. A operação exigiu mudanças drásticas na cúpula do Estadão, incluindo a saída da família Mesquita do cargo de CEO --posição que comanda a linha editorial -- e a inclusão de representantes dos investidores no conselho de administração. É o caso de Marcos Bologna, CEO da Galápagos Capital, que passou a integrar o processo decisório da empresa. Além de mudanças administrativas, o aporte possibilitou que investidores direcionassem o conteúdo publicado pelo jornal, ainda segundo reportagem do Metrópoles. O aporte de R$ 142,5 milhões foi uma tentativa de equilibrar o déficit do Estadão, que registrou prejuízo de R$ 16,8 milhões em 2025. A operação, no entanto, foi mantida em sigilo perante os leitores e assinantes.



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