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Guerra na Ucrânia completa 4 anos com impasse territorial e alto custo humano


mulher com sobretudo chora com destroços de prédio ao fundo
Foto: reprodução X

O conflito entre Rússia e Ucrânia completa quatro anos nesta terça (24) marcado por um cenário de "guerra de atrito" e sem perspectivas imediatas de um acordo de paz. Apesar do controle russo de aproximadamente 20% do território ucraniano, analistas do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS) apontam que os avanços de Moscou são lentos e não configuram uma vitória clara, enquanto Volodymyr Zelensky mantém a recusa em ceder territórios para encerrar os combates. A estratégia russa de exaurir os recursos do inimigo tem gerado um desgaste sem precedentes. Segundo dados do CSIS, as forças russas já sofreram quase 1,2 milhão de baixas (mortos, feridos e desaparecidos), superando perdas de qualquer grande potência em conflitos desde a Segunda Guerra Mundial. Os números são constestados pela Rússia. A ofensiva é descrita como "glacial", com ganhos territoriais de apenas 0,6% em 2024 e 0,8% em 2025, o que coloca em dúvida o discurso de vitória de Vladimir Putin.

Do lado ucraniano, o custo humano também é severo. Embora o governo de Kiev tenha declarado oficialmente a morte de 55 mil soldados até fevereiro de 2026, estimativas independentes sugerem que o número de baixas militares da Ucrânia possa chegar a 600 mil. A ONU confirma a morte de pelo menos 15.172 civis, embora o total de vítimas fatais em todo o conflito possa atingir números muito superiores devido à intensidade dos ataques aéreos. No campo diplomático, o impasse nas negociações persiste mesmo com a mediação dos Estados Unidos sob o governo de Donald Trump. Desde janeiro de 2025, Washington tenta intermediar uma solução, mas o presidente americano admitiu que o conflito no Leste Europeu tem se provado mais difícil de encerrar do que o previsto. A resistência ucraniana em ceder regiões como o Donbass e a Crimeia impede o avanço de um cessar-fogo definitivo.

A economia da Rússia, embora resiliente às sanções ocidentais iniciais, começa a dar sinais de declínio, com o crescimento desacelerando para 0,6% em 2025. Com a soma total de baixas podendo atingir a marca de 2 milhões de pessoas até o fim de março, a guerra chega ao seu quarto ano consolidada como uma crise humanitária de proporções históricas, definida por avanços milimétricos no front em troca de perdas humanas irreparáveis.



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