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China revela projeto Luanniao, nave de 240m inspirada em Star Wars

O governo chinês revelou detalhes de um ambicioso projeto militar: a Luanniao, uma aeronave colossal de 120 mil toneladas projetada para operar no limite da atmosfera terrestre e lançar frotas de drones autônomos

aeronave com design futurista voando na estratosfera
Foto: reprodução Youtube/Space Today

A China apresentou o conceito da Luanniao, uma gigantesca nave de guerra que remete ao design das naves da franquia Star Wars. Com impressionantes 240 metros de comprimento e quase 700 metros de largura, o projeto faz parte da iniciativa de defesa "Nantianmen" (Portão Celestial). Segundo informações da mídia estatal chinesa, a embarcação aérea teria capacidade para transportar até 88 caças não tripulados, consolidando uma nova fronteira na tecnologia militar aeroespacial. As especificações técnicas da Luanniao superam as de qualquer porta-aviões atual. Com um peso estimado em 120 mil toneladas, ela seria cerca de 20% mais pesada que o USS Gerald R. Ford, o maior porta-aviões da Marinha dos Estados Unidos. A principal função da nave seria atuar como uma "plataforma-mãe" no chamado espaço próximo, a faixa superior da atmosfera.

Dessa altitude estratégica, a aeronave poderia lançar os drones furtivos Xuan Nu, equipados com mísseis hipersônicos. Essa configuração permitiria ataques precisos contra alvos terrestres ou aéreos, mantendo a base principal fora do alcance da maioria dos sistemas de defesa convencionais. O uso de Inteligência Artificial e robótica avançada é um dos pilares citados para a operação da frota. Apesar do impacto visual e do entusiasmo gerado pelo anúncio, a viabilidade real da Luanniao ainda é vista com cautela por especialistas do setor. A energia necessária para manter um gigante de tais proporções em órbita ou em voo sustentado na estratosfera exige avanços em sistemas de propulsão que ainda não estão disponíveis comercialmente ou militarmente.

Analistas apontam que a apresentação pode ter um forte componente de propaganda estratégica, visando demonstrar o poder de inovação chinês perante rivais globais. O cronograma oficial de Pequim prevê que a nave possa se tornar operacional em um horizonte de 20 a 30 anos.



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