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Saiba por que o Brasil terá uniformes de luxo nos Jogos de Inverno de 2026

O pilar central dessa movimentação estratégica é o esquiador Lucas Pinheiro Braathen

Homens usando agasalhos brancos e segurando bandeira do brasil
Foto: divulgação Moncler

O mercado de patrocínios esportivos de alto padrão acaba de ganhar um novo capítulo com a decisão estratégica da grife italiana Moncler. Para os Jogos de Inverno de 2026, a marca optou por direcionar seus investimentos para a delegação do Brasil, preterindo seleções tradicionais que costumam dominar o topo do pódio em esportes de neve.

Diferente das parcerias convencionais que buscam apenas exposição através de vitórias frequentes, a Moncler identificou no Time Brasil uma oportunidade de "storytelling" única. Empreendedores do setor de luxo afirmam que o valor de uma marca hoje está ligado à conexão emocional e à autenticidade. Apoiar um país sem tradição no gelo, mas com grande carisma e potencial de crescimento, gera mais engajamento do que se unir a equipes onde a marca seria apenas "mais uma" entre diversos patrocinadores. O pilar central dessa movimentação estratégica é o esquiador Lucas Pinheiro Braathen. Nascido na Noruega, mas com fortes raízes familiares no Brasil, Braathen foi projetado como um fenômeno do esqui alpino mundial. Em 2023, o atleta interrompeu sua trajetória ascendente ao anunciar uma aposentadoria inesperada, motivada por divergências contratuais com a federação norueguesa sobre liberdade de patrocínio. Após um período de afastamento, seu retorno às competições ocorreu sob a bandeira brasileira, uma escolha baseada em sua conexão afetiva com o país onde viveu parte da infância. Mais do que um reforço técnico, sua presença representa a esperança real da primeira medalha olímpica de inverno para o Brasil, unindo a precisão técnica europeia à autenticidade cultural brasileira que a Moncler busca explorar.

Ao assinar os uniformes de desfile e as peças técnicas para os brasileiros, a grife não visa apenas o público local, mas sim o mercado global que consome o conceito de luxo "outsider". A estratégia foca em três pilares principais: Exclusividade: Ser o rosto de uma delegação emergente em vez de dividir espaço com gigantes.

Narrativa de Superação: Alinhar o vestuário de elite a uma jornada de pioneirismo esportivo.

Mercado Brasileiro: Fortalecer a presença da marca em uma das maiores economias da América Latina, onde o consumo de itens premium segue em alta.


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