top of page

Como criminosos usam sites falsos da Apple para desbloquear iPhones roubados

Para enganar até os usuários mais atentos, esses sites falsos utilizam redirecionamentos inteligentes

homem desfocado ao fundo segura smartphone danificado
Foto: FXQuadros Freepik

Uma nova e sofisticada rede de cibercrime está visando brasileiros que acabaram de passar pelo trauma de um assalto ou furto de celular. Mais de 40 domínios fraudulentos foram criados com o objetivo específico de roubar senhas do Apple ID (iCloud). O golpe se destaca pela agilidade e pelo uso de engenharia social, aproveitando o momento de vulnerabilidade emocional das vítimas para obter acesso total aos dados dos aparelhos. A descoberta surgiu após investigação de Clandestine (@akaclandestine, no X). O esquema começa logo após o crime físico. Os bandidos conseguem identificar o número de telefone vinculado ao iPhone roubado e enviam mensagens SMS ou via WhatsApp fingindo ser da "Assistente Virtual" da Apple. A mensagem informa que o dispositivo foi localizado e solicita que o usuário acesse um link para realizar a "retirada imediata" do aparelho, exigindo inclusive o envio de documentos com foto ou nota fiscal para dar um ar de legitimidade ao processo. Ao clicar no link, a vítima é direcionada para uma página visualmente idêntica ao site oficial do iCloud. Para enganar até os usuários mais atentos, esses sites falsos utilizam redirecionamentos inteligentes: após capturarem a senha digitada, eles encaminham o usuário para o site real da Apple. Além disso, os domínios utilizam palavras-chave como "brasil", "support" e "icloud" em suas URLs, tentando passar despercebidos pelos filtros de segurança e pela percepção humana.

O principal objetivo dos criminosos ao obter o Apple ID e a senha é desativar o "Bloqueio de Ativação". Sem essa proteção, o iPhone roubado pode ser formatado e revendido como novo no mercado ilegal. No entanto, os riscos para a vítima são ainda maiores, já que o acesso à conta permite que os bandidos visualizem fotos, mensagens, backups e, em casos mais graves, consigam invadir aplicativos bancários e realizar fraudes financeiras.




Comentários


Receba nosso conteúdo!

bottom of page